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Logo após a minha 1a prova de triathlon na distância Ironman no dia 29/06/2016, ainda mexido pela emoção do momento, comecei a escrever em minha timeline do Facebook sobre cada parte da prova que passam pela: Natação, Ciclismo e Corrida.

Para meu espanto, após o segundo dia e publicação, alguns amigos vieram, logicamente além de me parabenizar, elogiar a forma com a qual redigi e descrevi sobre a prova. O que foi uma surpresa para mim!

De fato acreditava que fluí bem na redação e que tinha escrito com leveza e prazer cada momento, contudo receber tais feedbacks positivos me fez trazer cada parte reunidas aqui neste único artigo.

Irei conduzindo esta realidade ao poucos, contudo fica agora a essência do que vivi,  além dos paralelos que é o confronto e união da vida de um RealMan e IronMan.

Parte 1 de 4- NATAÇÃO (3,8 km)

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Foto: Saída da água para Transição 1. “Congelado e Cara de Poucos Amigos”

Após a largada as 7:10 da manhã, até que de certa forma curti a natação. Dores nos braços após a metade da prova, mas mantendo a cabeça boa, sem neurose, pensamentos ativos aos objetivos de chegar em cada boia sem se importar com a multidão ao meu lado se debatendo e alguns me passando. Fui no meu ritmo. Muita neblina e chuva atrapalhavam de ver as boias e ao final acabei nadando segundo Garmin 4,1 km ao todo devido ao zig-zague que ia fazendo. Inexperiência e pouco tempo no esporte é isso aí, porém o pior fator foi a água totalmente gelada. Isso matou alguns.

Normalmente nado de manga curta da roupa de borracha, mas o chefe meu técnico Ezequiel Morales me salvou, e no último treino antes da prova me emprestou sua roupa manga cumprida para testar. Aprovado facilmente. Apesar da pequena diferença impeditiva para rotação dos braços, escolhi isso a ter de sair da água quase com hipotermia e câimbras que senti nos treinos posteriores no local. Salvou chefe!!!

Mesmo assim, a distância era nova para mim, e foi bem dura a natação, contudo mantendo a cabeça no lugar, pois era início de um dia longo de competição.
Passei a primeira perna pela areia meio ofegante e tentando mexer o corpo de forma diferente para o sangue circular e assim voltar para a água para a segunda parte… difícil em menos de 1 minuto… E assim fomos que fomos…

Na saída final, lembro o quanto é difícil tirar a roupa de borracha correndo e neste caso, com as mãos dormentes… Mas deu certo! 1:18h, não sendo o esperado devido as condições, mas de boa! E seguimos para transição 1 para me arrumar para o pedal.
O esquema de sacolas na transição era novidade para mim, e perdi muito tempo ali… O importante era fazer tudo certo na troca de roupa e alimentação para os longos 180km de pedal que estava por vir..

 

Parte 2 de 4 – CICLISMO (180 km)

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Foto: Iniciando a segunda volta, próximo ao Km 90. “Força nas retas pra tirar o atraso”

Neste tem história…
Está aí o meu calcanhar de Aquiles, o pedal. Apesar de ter iniciado as 3 modalidades praticamente juntas, o pedal é a que tenho mais dificuldade em desenvolver. Pelo que dizem, é preciso treinos e mais treinos focados para ganhar força. Enfim, vamos aos ocorridos que tiveram pitadas de drama.

Saio da transição 1 com chuva fina pela avenida dos Búzios, a principal de Jurerê Internacional em Floripa. E já de início antes do primeiro km devido aos leves paralelepípedos da avenida e trepidação, minha caramanhola/garrafinha presa ao guidão entre os clipes se solta e cai no chão no meio de um monte de ciclistas. Não poderia deixá-la para trás, pois nela estava a base na minha nutrição durante as mais de 5h de bike previstas junto com a outra que estava presa ao quadro. Tentei ir encostando e parei uns 100m depois. Saltei e voltei carregando a bike e vi a caramanhola na mão de uma pessoa do outro lado da avenida. Comecei a gritar, porém não me ouvia no meio da multidão que torcia. Quando o alertaram, ele a jogou para mim, me molhando um pouco. Vi que a tampa tinha quebrado um pedaço e estava vazando. Fui assim mesmo e segui, mas logo já troquei a garrafa de baixo que fica mais na diagonal no quadro a colocando no guidão na horizontal e a quebrada embaixo. Agora simbora brincar e começar as contagens para alimentação no tempo certo e esforço correto.

Passando pelo primeiro posto de hidratação, reparei que as garrafinhas que davam eram iguais as que estava com a tampa quebrada e vazando. Aí tive a “genial” idéia de trocar a tampa quebrada uma pela outra. Foi tudo ok, com dificuldade de pilotar mais um monte de caramanholas nas mãos, mas troquei. Contudo, neste meio tempo, logicamente em movimento pedalando, sem querer apertei o botão do Garmin (relógio que marca o tempo de cada parte da prova) que uso no pulso e ele acionou a transição 2. “Putz grila, nãoooo”. Isso tinha aproximadamente 15km de prova entre 27 e 30 minutos ao que me lembrava. Pensei um pouco e acionei o botão novamente, finalizando a T2 e depois a suposta corrida. Gravei e iniciei novamente o modulo Triathlon com start na natação, apertando passando pela T1 e iniciando o ciclismo novamente a partir dali. Em um minuto fiz isso, e aí comecei a fazer as contas dos kms e tempo quebrados de alimentação novamente.

Chuva e pista molhada. Subidas demoradas e as decidas que eram lindas (se secas para descer pedalando), tiveram que ser feitas com a ação dos freios por vezes, pois uma queda aquela altura, naquela velocidade, após um ano todo de treinos, não seria legal mesmo. E assim seguimos até o centro de Floripa mais ao sul da ilha.

Chegando próximo a beira mar e ao túnel a chuva aperta muito, dificultando o percurso e visual. Passo sem ter como desviar por várias poças de água, e daí a pancada em um buraco escondido sob uma delas. O pneu foi esvaziando aos poucos e pensei “puta que los parilionnn, não acredito!!!”. Não tinha nem 40 km de prova e já furei. Fui encostando em um retorno do ciclismo onde havia um posto de hidratação, chuva torrencial e eu pensando o que fazer. Daí perdi muito tempo ali, principalmente pela minha inexperiência. Pensei, “vou trocar a câmara e poupar a mariposa” (frasco do tamanho de um desodorante que enche o pneu soltando uma espuma dentro dele vedando o buraco se pequeno), pois tem muito pouco tempo de prova”. Daí fui tentar tirar a câmara de ar dobrada debaixo do banco com mil fitas isolantes (quando a colocamos lá só queremos prende-la para não cair e nunca imaginamos usá-la realmente), e perdi quase uns 4 minutos só nisso. Tiro a roda e daí outra tragédia. O pneu não estava totalmente vazio, impossibilitando a retirada dele e eu não tinha comigo algum clipse ou agulha para esvaziá-lo totalmente pelo bico. Pensei “tirei a câmara a toa, tinha que ter visto isto antes”. Daí uma juíza da organização chega e pergunta se queria um mecânico. Disse que sim, porém daí já foram mais outros bons minutos, pois ela não conseguia contato. “Dane-se, vou usar a mariposa”. E assim foi, como deveria ter feito desde o início. Fiquei mais uns 3 minutos colocando tudo que tinha de gás e espuma dela, coloquei a roda, vi que estava legal aparentemente, e parti novamente… boladão, mas fui que fui.

Caminho de volta para Jurerê e de olho no pneu engatilhado, nos buracos, na chuva, nas decidas, em não pegar vácuo, na alimentação… Ah, e também sobrava tempo para pedalar…rs… Neste trecho comecei a realizar tudo que tinha acontecido até ali e espantar qualquer tristeza que fosse. Tinha o plano e sabia que tinha a capacidade, mesmo novato, de fazer a prova em menos de 11h, contudo com o clima que estava e os ocorridos, resignifiquei em minha mente tudo que treinei e me levou até ali… e como os meus amigos de equipe mesmo dizem de mim, positivei e passei a me divertir ainda mais.

Ainda assim era a primeira vez na distância e tinha uma maratona pela frente depois. Não sabia ao certo o tanto de força a fazer e a quanto me poupar, contudo queria me dedicar mais na segunda volta do ciclismo. Iniciando esta volta passo pelos amigos de equipe incentivando (alguém tirou esta foto aí), o asfalto um pouco mais seco na volta ao Centro da cidade, felicidade momentânea. Logo começa um forte vento que acompanhou o meu ciclismo um bom pedaço contra.
Como disse, subidas e agora o vento não são fatores bons para quem não tem tanta força, e juntando com o receio do que tinha que realizar ainda aquele dia, vejo que me poupei demais contra o vento girando sem fazer tanta força. A velocidade baixa me fez perder ainda mais tempo.
Mas como disse, já estava ali mais para curtir do que me preocupar. Fui no meu ritmo, e saindo da parte do Centro e Beira Mar no caminho de volta a Jurerê, o vento diminuiu um pouco e procurei fazer força nas retas para ganhar cadência… Enfim, não adiantou muito. Foram péssimas 6:10h de pedal, ao qual tiro 20 minutos dos problemas com paradas, e ainda assim fica ruim.

No entanto estava com a cabeça boa, feliz e parti bem para a transição 2 e para a melhor parte da prova pra mim, a Corrida. E neste caso, “somente” uma maratona pela frente.

 

Parte 3 de 4 – CORRIDA (42 km)

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Foto: Próximo ao km 15 da maratona. “Focando na diversão e distraindo o cansaço na primeira metade da prova”

Agora sim, chegou a parte que mais gosto.
A corrida é aonde me sinto melhor, não somente por ser onde mais me desenvolvi, mais também por ser nela o momento que na verdade mais busco nas provas, e principalmente o Triathlon me dá isso devido ao desgaste das fases anteriores. A hora da superação! De lidar e lutar contra a própria mente e adversidades externas de corpo e clima. A hora de ir além dos seus extremos e zona de conforto, e treinar a resiliência que aplicamos também para diversas outras áreas da vida quando passamos por estas.

Saí bem da transição 2, feliz por estar sem nenhum mal estar após horas de prova e “inteiro”. De cara na avenida dos Búzios em Jurerê, passo pela amiga Paula Radomille que me pergunta se estava bem. E lembro que respondi com um sonoro “Estou ótimo!”. E ela sorrindo mandou um “vaeeee…”.

Comecei com pace pra 4:40 min/km nos 3 primeiros kms, e logo pensei, “estou muito rápido pra mim, preciso segurar a onda conforme conselho de todos para uma maratona”.
Nunca tinha feito uma maratona, bicho, e esta era minha primeira, e dentro de um Ironman. Então era bom saber o que fazer. E assim fiz, diminuí bem o ritmo até chegar nas inúmeras subidas para Canasvieiras. Conforme conselhos também, subi andando a maioria delas, pois o ritmo era quase o mesmo e o desgaste menor já que até o fim destas ladeiras teria aproximadamente 10km de prova somente.

Nas retas voltava a trotar. Cruzo pelo parceiro Sandro Oliveira que estava a minha frente e nos cumprimentamos em incentivo. Até que comecei a sentir a parte posterior da perna. Um choque que atravessava toda ela como um fio. A merda do ciático! Começou a bater também os altos e baixos dentre euforia e cansaço… e no final de uma das subidas parei em um meio fio e comecei a alongar as panturrilhas. Me agachei lentamente para alongar as coxas e joelho e pensei, “ou essa dor some ou ela me quebra, vou partir”. Daí procurei focar em outras coisas sabendo que sensações e emoções são fortalecidas por nossos pensamentos, então era “só” não pensar e ver o que dava.

Foi bom. Nas subidas e após elas ia me divertindo assim mesmo, já que procurava segurar um pouco o ritmo (não que eu aguentasse muito mais forte aquela altura…). Trocava idéia com outros atletas, zoava e dançava correndo quando havia grupos de música dos torcedores que passavam, batia na mão das crianças.. Foi show! Chegando na estrada ali pela parte da foto, cruzo com a galera da equipe, todos incentivando e eu sorrindo e dando língua. Daí o Fernando Araujo manda um “segura, segura”. Realmente, acho que me empolguei por chegar ali e estava abaixo de 5 de pace novamente, o que pra mim é relativamente rápido nessas circunstâncias e momento.

Fui tocando minha alimentação no momento certo… bananas, água, sal, os géis que davam não somente um certo up no corpo mas também na confiança.
Chego na Búzios novamente próximo a metade da prova, 21km e cruzo com o amigo que havia abandonado (e não sabia naquele momento por que), Fernando Schin. Ele vem correndo do meu lado me incentivando, e eu digo pra ele “Cara, vou começar a quebrar o pau, vou fechar a cara e apertar”. Ele manda, “segura até o 23km e vai com tudo, Zequinha” (o cara tem 4 Irons, lógico que o ouvi). E assim fui. Sabia que dali para frente já havia superado problemas, dores e administrando o cansaço, mas eu queria mais, e se não é para ir no limite, para que eu estava ali?

A cada passagem pelo Edson Maisonnette Junior, Pedro Maia, Ezequiel Morales, Fernando Araujo, Fe Stukart, era um gás a mais. Como são importantes nestas horas!!! Ano passado eu estava lá torcendo, e este ano eu quem precisou. Porém na segunda metade foi foco e sem sorriso. Não que estivesse já muito mais rápido, mas se mantivesse o do início já estava ótimo! Passava por atletas e perguntava se estavam bem. Dei um Advil após tomar o meu para um cara que me incentivava, mesmo ele estando quebradão e uma volta atrás de mim. Passava pelos postos de hidratação caminhado para beber, comer e soltar as pernas, e voltava ao ritimo que variava entre 4:50 a 5:30 algumas horas. Céu e inferno..rs… Depende do momento, depende do efeito da comida, depende da torcida, depende do estado mental. E o meu estava bom, apesar de começar um mal estar lá pelo km 34, não parei e percebia ali que meu corpo e pernas já não acompanhava a minha mente. Experiência Zeca, Experiência que as vezes falta. Vai que vai!!!

Wow… até ali já era… Sabia que ia completar. E em menos de 4h a maratona (3:52h). Sabia que ia realizar mais um sonho, e a emoção começou a tomar conta nos 4 kms finais até a chegada.

 

Parte 4 de 4 – A CHEGADA

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Foto: Cruzando o pórtico de chegada. “Berro e Lágrimas”

O momento tão esperado, planejado e mentalizado aconteceria. A linha de chegada.
Tinha plena consciência que a sensação seria inimaginável e incrível. Que algo que nunca tinha sentido antes estava prestes a acontecer.

Contudo sabia também que não estava ali o pórtico da felicidade. Assim como tudo em nossa vida, e ao contrário do que muitos pensam, a felicidade não está em uma linha de chegada. Não está em “quando eu tiver”, “quando eu ser”, “quando eu conseguir”, “quando acontecer”. A felicidade está na jornada e no caminho que traçamos no presente. Alinhamos o futuro que queremos de acordo com nossas paixões, e a cada dia que vivemos será o caminho da felicidade, e não para ela.

E assim foram os últimos kms da corrida. Pace forte aquela altura da última volta, surpreendentemente bem, e um milhão de emoções ao mesmo tempo.
Pensava em tudo que fiz, investi, treinei e me abdiquei para chegar até ali. Nas diversas horas e kms de treino de pedal por muitas vezes solitário. Nas milhares de voltas na piscina contando azulejos pra lá e para cá, comigo mesmo, pensando em mil coisas e buscando motivação. Kms e Kms de corrida com os amigos de equipe por muitas vezes. E lógico, muitas e muitas pessoas que passam pela nossa mente e que são importantes não somente na jornada, mas que são ou foram importantes em minha vida até mesmo antes de iniciar no Triathlon.

E vou dizer… Que jornada! Que caminho! TUDO valeu a pena!!!
Que alegria foi tudo que fiz e que vivi (e espero viver mais). A cada sacrifício de entrar na piscina em um dia de treino sem muita vontade, mas ao sair dela um grande sorriso no rosto. A cada treino de corrida ou pedal ter os amigo para trocar idéias depois e sempre pensando em como melhorar e ir para a semana seguinte de treinos.
Tudo PARA esta linha de chegada. Mas não somente POR ela.

Eu começava a soluçar com um aperto grande no peito. Algo estava preso ali e queria sair, mas faltavam alguns kms e isto estava atrapalhando a mecânica da minha respiração. Por algumas vezes fui engolindo e focando em fazer força. E assim fui seguindo, passando batido pelos últimos postos de hidratação e alguns atletas. Chegava na avenida dos Búzios em Jurerê rumo a linha de chegada.

Os filmes não saiam da minha cabeça e aquela torcida toda tornava tudo mais especial.
E após ver o dia clarear na largada e nadar 4km. Pedalar mais 180km e estar finalizando os 42km da maratona já a noite, vejo o pórtico IRONMAN e o atravesso com um berro, contraindo todos os músculos do corpo e soltando o que estava preso no meu peito.

Me encosto em uma grade as lágrimas e sorrindo ao mesmo tempo. Pessoas do staff suporte chegam para perguntar se estou bem. Levanto a mão pedindo um minuto, e ao virar-me peço pra abraça-los (quem me conhece um pouco mais sabe que adoro abraços. Afasta ou aproxima as pessoas. Constrange ou relaxa. Tudo depende de quem, mas normalmente não seleciono muito. Só vou que vou…rs)

A linha de chegada.
Sensação única. Sensação de quem busca mais. De quem não se entrega aos medos ou ao conforto. Sensação de Vida!!!
E não digo isto para me gabar. Há pouco mais de um ano atrás eu nem no mar conseguia entrar para nadar com medo. Eu digo isto para incentivar. Encorajar a viver. A expandir-se e a arriscar.
E assim tento trabalhar todos os dias comigo ou clientes, pois apesar de sempre ter vivido bem, só fui dar maior valor a vida após ficar doente. E agora, me desafiar e aproveitar tudo que posso é um estilo de vida. Vamos??? 😉

Olha, com certeza farei outra prova desta. Não sei se ano que vem ou quando. Quero melhorar tudo que fiz nesta, porém preciso do equilíbrio para não deixar o ego falar mais alto e de que tenho outros sonhos a realizar e ajudar muita gente.

No momento só digo uma coisa… eu não sou o Robert Downey Jr., ou muito menos o Tony Stark….

Mas eu também sou a por&%#!ra de um…. “IRONMAAAAAAAN”

Escrito por Clayton Zeca
Sou um entusiasta do saudável relacionamento humano consigo mesmo e com o Mundo. Tenho paixão por ajudar, viajar, por esportes e desafios. Sei que coisas loucas acontecem fora da zona de conforto, e eu quero estar lá para aprender e me expandir.